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Saudável e com 30 anos, 50% dos pacientes com câncer de pulmão afetado por Covid-19: 'A cada internação eu penso quando seria minha vez'

Written by on 12/06/2020

Inicialmente, Daniela Prates sentiu a seca, teve febre e perda de olfato. A médica precisa ser apresentada ao apresentar dificuldades para respirar. ‘A doença evoluiu de uma maneira muito desfavorável e achei que poderia morrer.’

Daniela está recuperada em casa e ainda está em quarentena – Foto: Daniela Prates / Arquivo pessoal

“Em cada notícia de óbito e de internação, acredito que todos nós da linha de frente não deixamos de pensar: ‘quando será a minha vez ? ‘”. Daniela Prates com Covid – tornou-se realidade quando foi infectada pela doença.

Natural de Montes Claros (MG), um médico que trabalha há três anos em São Paulo.

“Eu não tenho comorbidades e sou um paciente considerado jovem, tenho anos, mas a doença evoluiu de uma maneira muito desfavorável e achei que poderia morrer. ”

Os primeiros sintomas que Daniela aprende Não houve seca, febre e perda de olfato. Em seguida, veio uma dificuldade para respirar. Com cinco dias, % do pulmão dela apresenta comprometimento.

“Sentia falta de ar para tomar banho, ao levantar, ao trocar de roupa”, diz.

A suspeita dela é que a contaminação já ocorreu no último plantão, já o outro colega que também estava tentando entender dia apresentado sintomas da Covid – não mesmo período que ela.

“Perdemos uma colega para Covid – no dia que eu adoeci . Os óbitos que sofremos foram marcantes, pois a sensação de impotência diante dos ataques de agressividade é grande, principalmente os óbitos de colegas e equipe de enfermagem que estão contaminados trabalhando ”, lamenta.

conta do agendamento do quadro clínico, relacionada principalmente à respiração, Daniela ficou internada por cinco dias.

“Eu cheguei no pronto socorro saturando %. Depois da internação a saturação chegou a cair ainda mais, cheguei em %, mesmo com oxigênio suplementar ”, relata.

A médica explica que a saturação é uma quantidade mínima de oxigênio que os seres humanos precisam para sobreviver.

“Normalmente, o mínimo grave % para os nossos órgãos funcionarem corretamente. Tive muito medo de morrer principalmente por saber que não estava evoluindo favoravelmente. Quando via minha saturação estava muito baixa, achava que não iria me recuperar, que vírus evoluiu da maneira mais agressiva ”, lembra.

Daniela Prates está em casa e continua cumprindo em quarentena. Ela reforça as orientações das autoridades de saúde e pede que as pessoas respeitem o isolamento social.

“A gente não sabe muito sobre a doença, não sabe como vai evoluir. Não é uma doença de idosos, é uma doença que pode agir de maneira diferente em cada um ”, restrições.

Assim que estiver recuperado, um médico poderá continuar contribuindo para o tratamento de pacientes e com os colegas que estão lutando contra o coronavírus.

“Agora eu não sinto mais nenhum dever de trabalhar para ajudar os pacientes e preferir poupar os colegas que ainda estão usando . ”

Conheça a história da médica montes-clarense que venceu a Covid-19

Conheça a história da medicina médica que venceu a Covid –

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